O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, deixou nesta quarta-feira, 04, o presídio de Benfica, para onde foi levado no dia anterior, após a prisão decretada pelo juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes, que atendeu a uma denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

Também foi presa na Operação Secretum Domus a mulher de Garotinho, a ex-governadora e ex-prefeita de Campos, Rosinha Garotinho. Os outros alvos de mandados de prisão foram Sérgio dos Santos Barcelos, Ângelo Alvarenga Cardoso Gomes e Gabriela Trindade Quintanilha, apontados nas investigações como intermediadores de propinas que, segundo o MP-RJ, foram entregues pela construtora Odebrecht ao casal Garotinho no valor de 25 milhões de reais.

Na saída, junto com a filha, a deputada federal Clarissa Garotinho (PROS) e o advogado Vanildo José Júnior, o ex-governador atribuiu a sua prisão ao clima político de Campos, no norte fluminense, sua base eleitoral. Garotinho disse não ter enriquecido com a política e negou o recebimento de propinas. “Se tivesse recebido propina não estava morando de aluguel no bairro do Flamengo”, afirmou.

Também na saída, Clarissa informou que seguiria com o pai para o presídio de Bangu, na zona oeste do Rio, onde sua mãe, Rosinha Garotinho, estava presa. “Vamos em frente. Eu tenho as minhas mãos limpas, minha consciência, a Rosinha também”, afirmou o ex-governador. Veja mais no MSN Brasil:

Segundo a denúncia do MP-RJ, as propinas da empreiteira Odebrecht foram obtidas em resultado do superfaturamento de 62 milhões de reais em contratos que somaram quase 1 bilhão de reais para construção de casas populares nos programas Morar Feliz I e Morar Feliz II, durante os mandatos de Rosinha, de 2009 a 2016, na Prefeitura de Campos. O ex-governador declarou que as 5 mil casas do Programa Morar Feliz I foram construídas, entregues e pagas. Ele disse que só 2.700 moradias foram construídas na segunda etapa do programa em função da crise econômica desencadeada pela queda do preço do petróleo.

O ex-governador argumentou que foi autor de denúncias no Ministério Público contra o também ex-governador Sérgio Cabral, incluindo pessoas de outras esferas, que, por isso, não estão satisfeitas com ele. “Espero que a Justiça julgue fatos e não fique julgando pessoas. Não podemos ter uma justiça nem partidária e nem personalista”, disse.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), os outros alvos da operação ainda estão no sistema prisional do estado.

Fonte:MSN

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