Autor do requerimento para a inspeção, Viana reforçou o caráter oficial da visita

Quatro senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado estiveram nesta terça-feira, em Curitiba, para uma inspeção às condições da carceragem da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, onde está, entre outros presos, está detido, em uma sala especial transformada em cela, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do caráter oficial da visita e de terem conversado com todos os presos do local, Roberto Requião (MDB), Edison Lobão (MDB), Jorge Viana (PT) e Renana Claheiros (MDB) defenderam ao deixar a PF, que Lula seja solto pela Justiça.

“A CCJ resolveu verificar as condições dos presos na PF. visitamos todos. As condições estão adequadas, boas. Mas, no presidente Lula encontramos uma vontade inquebrantada acreditando na sua inocência e esperando que suas apelações sejam julgadas e tenham como consequência sua liberação”, relatou Requião.

Autor do requerimento para a inspeção, Viana reforçou o caráter oficial da visita, mas também deu sua opinião sobre a prisão de Lula. “Essa visita é uma visita oficial da CCJ, suprapartidária, para ver as condições das pessoas que estão presas aqui, inclusive o Lula. Ele clama por Justiça, não quer nenhum tipo de concessão, só um julgamento justo, em respeito a sua história e em respeito ao povo brasileiro que confia nele. Vimos a indignação de uma pessoa injustiçada, mas também a paciência de quem espera pela Justiça”.

O presidente da CCJ, Edison Lobão fez uma defesa mais enfática do ex-presidente. “O presidente Lula escolheu esse caminho da prisão, para manter sua dignidade. Ele poderia ter tido uma outra reação. Mas não, ele quer que provem que é culpado. Está na convicção plena de que provará sua inocência e sairá daqui limpo, como ele sempre foi na vida”, disse.

Renan Calheiros criticou a Operação Lava Jato. “Encontramos um presidente Lula convicto de que vai sobretudo demonstrar sua inocência. Ele foi condenado por convicção e ainda teve uma antecipação da pena, isso não pode acontecer no país”, disse. “Tenho certeza que esse processo não está seguindo o rito da legalidade. A decisão do STF é que se pode, em determinados casos, antecipar o cumprimento da pena. Não obrigatoriamente, como decidiu o TRF4. Não há fundamentos para antecipar a pena de Lula a não ser o fato de ele liderar as pesquisas de intenção de votos. Ele, mais do que nunca é um preso político”, concluiu.

Fonte: Paraná Portal