Especialistas defendem que as empresas trabalhem com seguro embutido, para que o prejuízo não fique com o consumidor

Um motorista de caminhão que transportava alimentos congelados foi feito refém na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, no último domingo (6). Mas este não foi um fato isolado: o roubo de cargas é o crime que mais cresce na capital. A onda crescente deste tipo de abordagem levantou uma questão: o que fazer caso a encomenda seja roubada?

De acordo com o jornal ‘Extra’, somente 10% da carga postal parte do Rio de Janeiro. O superintendente dos Correios, Cléber Machado, informou que o seguro automático para estes casos já está embutido em encomendas via Sedex, por exemplo.

“Já tem um valor definido a ser pago ao cliente caso aconteça algum problema com a carga, como roubo. Esse seguro depende do serviço e é de valor baixo”, explicou.

A pessoa também pode contratar um serviço de seguro de valor declarado caso o preço da encomenda seja elevado. Para isso, basta mostrar a nota fiscal e pagar uma taxa de 1% em média sobre o valor da encomenda. Desta forma, o consumidor fica mais protegido pois, se a carga for roubada, a pessoa recebe 100% do valor correspondente.

O advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Igor Lodi Marchetti, o roubo de cargas deve ser visto como um fortuito interno, ou seja, que deve ser previsível pela empresa e incorporado nos cálculos do serviço prestado.

“Como apontado, existe o seguro que já está embutido, sendo direito do consumidor receber a mercadoria por outro envio. Nesse caso, a empresa deverá informar o ocorrido para o consumidor relatando o roubo, e deverá se prontificar a entregar o produto em prazo igual ao anteriormente fixado. Sendo assim, caso o produto seja ofertado para entrega em cinco dias, por exemplo, a empresa terá o prazo de mais cinco dias após o conhecimento do roubo de carga”, disse.

 

Fonte: Jornal Extra

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