Novamente, as vendas do comércio catarinense apresentaram desempenho destacado frente a média nacional na comparação com o mesmo mês do ano anterior

Novamente, as vendas do comércio catarinense apresentaram desempenho destacado frente a média nacional na comparação com o mesmo mês do ano anterior. É isso que comprova a pesquisa de outubro sobre o comércio do país, feita pelo IBGE e divulgada ontem. No mês, o volume de vendas no Estado cresceu 13,7% frente ao mesmo período de 2016 e exatamente a mesma variação foi contabilizada no período de janeiro a outubro frente aos mesmos meses do ano anterior. Este último resultado foi o melhor do país, o mesmo ocorrendo com o do varejo ampliado, que cresceu 14% de janeiro a outubro no Estado.

Essa liderança no comércio comprova que a economia catarinense saiu antes da recessão e os consumidores do Estado estão mais confiantes de que a situação não vai piorar. No conjunto, o índice de atividade do Banco Central, o IBCR-SC, considerado uma prévia do PIB, sinaliza que a economia catarinense cresceu 3,1% de janeiro a setembro, enquanto no Brasil a alta ficou em 0,4%.

Essa confiança do consumidor está muito ligada à situação do emprego. Além de as empresas baseadas no Estado terem parado de demitir, há abertura de novas vagas, especialmente na indústria de transformação que foi uma das primeiras a reagir à crise a partir do final do ano passado. De janeiro a outubro, o saldo de empregos formais alcançou 47 mil em SC e, dessas vagas, 29.067 foram na indústria.

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Também pesam para esse resultado melhor do comércio o fato de o Estado ter a indústria mais diversificada do país, um agronegócio forte, ser destaque nas exportações, ter pequenas e microempresas competitivas, elevado número de novos microempreendedores individuais (quase 284 mil), forte sistema de cooperativas de crédito e de instituições de microcrédito que atendem a pequenos negócios formais e informais. Além disso, conta com um setor turístico diversificado, presente em todas as regiões, que cresceu 6% de janeiro a setembro.

O varejo de SC vai fechar bem o ano. Em 2018, devido às eleições, poderá ser mais difícil.

Com o objetivo de aumentar a eficiência e a confiabilidade nos trabalhos de supervisão e controle de distribuição de energia, a Eletrosul iniciou a fase de testes da tecnologia de comunicação via satélite das subestações e usinas conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O Centro Regional de Operação de Instalação de Campos Novos, Oeste de Santa Catarina, e a Subestação Ivinhema (MS) contam com essa teleassistência em tempo real. O trabalho usa os satélites da Hughes Communications e da Telebras, que é o primeiro satélite brasileiro (foto). Com mais essa alternativa, a companhia, que tem sede em Florianópolis, reforça o seu sistema redundante de fibra óptica que conta também com outros três canais de conexão. A empresa é responsável por cerca de 10% do sistema de transmissão do país.

– Hoje, a Eletrosul é referência nacional em teleassistência na operação de ativos do setor elétrico, com sistemas ópticos, redundantes e de sua propriedade. Com a tecnologia via satélite, proporcionaremos maior robustez ao sistema de operação remota – explica o diretor de Operação da Eletrosul, Rogério Bonini Ruiz.

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A catarinense Multilog, maior recinto alfandegado da América Latina, anunciou a aquisição da Elog Sudeste, empresa do grupo EcoRodovias, de São Paulo. O negócio é de R$ 90 milhões e ainda precisa ser aprovado por órgãos reguladores. Com esse investimento, a Multilog, que tem sede em Itajaí, amplia de 14 para 19 o seu número de unidades de negócios, alcançando 1,5 milhão de metros quadrados de área alfandegada. O número de empregos salta 76%. Sobe de 850 para 1.500 no país. O faturamento anual chega a R$ 350 milhões em 2017 e deve crescer 50%, alcançando R$ 500 milhões em 2020. Segundo o presidente da Multilog, Djalma Vilela, a presença da empresa em SP é bastante significativa pela proximidade dos portos e aeroportos mais importantes do país e pelo fato de que 40% do comércio exterior do Brasil acontece naquele Estado. Na foto, Vilela e o presidente do grupo EcoRodovias, Marcelino Rafart de Sera (D) na assinatura do contrato.

Dívida menor

Existe a possibilidade de mudar um empréstimo de um banco para outro para conseguir juros menores. É a chamada portabilidade, que passou a ser mais procurada mais procurada diante da queda da Selic para 7% ao ano. Desde janeiro, a portabilidade de crédito cresceu 63% no Brasil segundo o Banco Central. Uma empresa de Florianópolis, a Fontes Promotora de Crédito, segunda maior correspondente bancária do país, registrou crescimento de 150% nessa modalidade.

Fonte: DC

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