Pintura é do artista plástico Sérgio Coirollo e foi vendido à prefeitura em 2003. Após ser vendido em leilão, quadro foi encontrado em Bagé

A polícia investiga como um quadro comprado pela prefeitura de Bagé, na Região da Campanha, foi leiloado neste ano em São Paulo. A pintura é do artista plástico Sérgio Coirollo e foi vendido à prefeitura em 2003.

A peça de um cavaleiro, representando um gaúcho típico, foi arrematada em junho deste ano em um site de leilões de São Paulo. Quando o artista descobriu, denunciou o caso.

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Foram realizadas várias buscas até localizar, em Rio Grande, no Sul do estado, a pessoa que havia comprado a pintura. Ela foi recuperada no final de outubro e hoje está no gabinete do prefeito.

A atual administração municipal diz que, quando assumiu a gestão, não recebeu documento com a relação de bens do município. Mas a investigação quer saber como a obra desapareceu do acervo do município e foi parar tão longe.

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“Patrimônio que foi desviado ao longo desses últimos anos, e que estamos buscando através do planejamento que fizemos em patrimoniar os bens do município, significa móveis e imóveis”, afirma o atual prefeito de Bagé, Divaldo Lara.

Depois de quase um ano, as equipes da prefeitura conseguiram fazer um levantamento parcial de 350 imóveis, entre prédios e terrenos avaliados em R$ 60 milhões, além de 90 mil móveis, que vão de uma simples mesa até um carro.

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Prefeitura está catalogando bens

Para evitar novas surpresas, a prefeitura está colocando placas de identificação em todos os materiais. Além disso, deve fazer relatórios periódicos para controlar onde estão e qual é o estado de conservação dos bens do poder público.

“R$1 ou R$ 1 milhão tem o mesmo valor para o município. É um bem que foi adquirido com dinheiro da comunidade e deve, portanto, receber por parte do gestor todo o cuidado no sentido de que este bem possa reverter benefícios pra sociedade”, entende o coordenador de controle interno, Luís Felipe Alves.

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Segundo o procurador jurídico do município, Heitor Gularte, não havia um controle dos bens por parte da antiga gestão. A situação de muitos imóveis que haviam sido comprados ou vendidos foi atualizada em cartório. Outros imóveis que são da prefeitura e que não tinham escritura, estão em processo de regularização. Parte deles tambem está na zona rural.

“A prefeitura adquiriu esses bens, e esses bens não estavam nas suas posses, então, além dessa questão da escrituração, do registro, a prefeitura tomou uma série de cuidados, que são bens que hoje estão avaliados em R$ 7 milhões”, explica o procurador jurídico.

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Em Bagé, denúncias de irregularidades são atendidas pelos telefones 3240 5018 ou 3240 5048.

O que diz o ex-prefeito

Por telefone, o ex-prefeito de bagé Dudu Colombo informou que o inventário com os bens da prefeitura e outras informações referentes ao governo, foram entregues em reunião de transição entre as duas gestões, e que não teria ficado nenhuma pendência por parte da sua equipe.

Quanto ao quadro que teria desaparecido, ele disse que não sabia da existência e que não tem como responder pelo assunto.

Fonte: Jornal Folha do Sul

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