De acordo com os dados do Censo Agropecuário, divulgados nesta sexta-feira (25) em Curitiba, 270 mil trabalhadores deixaram o campo no período

De acordo com secretário da Agricultura, números indicam concentração de propriedades rurais. — Foto: Reprodução/RPC

O número de propriedades rurais no Paraná caiu entre 2006 e 2017, de acordo com os números finais do Censo Agropecuário 2017, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (25), em Curitiba.

De acordo com o instituto, o estado tinha 305 mil propriedades rurais em 2017, cerca de 66 mil a menos do que o registrado pelo levantamento em 2006.

Segundo o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a queda de 17% no número de propriedades aponta a concentração da área agrícola no estado.

“Isso mostra o aumento da competição, a expansão dos cultivos da monocultura como soja, que exige áreas maiores. É uma pressão normal da economia, e quem compra essa terra acaba tendo uma chance de ter uma escala maior de produção das principais commodities”, afirmou o secretário.

Segundo o Censo, cerca de 200 mil propriedades são usadas para a plantação de soja e milho, os principais produtos colhidos no estado.

De acordo com o Ortigara, os dados evidenciam o fluxo do trabalhador do campo para os polos urbanos. “Tem o jovem que não quer assumir parte do patrimônio dos pais, que não vê perspectiva no campo”, afirma Ortigara.

Segundo o IBGE, desde 2006, o número de trabalhadores nas propriedades rurais caiu 24%.

Em 2006, havia 1,17 milhão de trabalhadores na agropecuária paranaense. Em 2017, eram 846 mil.

Apesar da queda, 85% do total de propriedades no estado são consideradas pequenas, com menos de 50 hectares.

Líder proteína animal

Segundo o Censo, o Paraná é o líder no país na produção de proteína animal. São 8,4 milhões de bovinos e 333 milhões de aves como galinhas e frangos.

A produção de ovos no estado, por ano, é de 449 milhões de dúzias.

“Os dados mostram que continuamos crescendo, que a proteína animal continuou forte, e que seguimos liderando o segmento no país”, disse Ortigara.

Fonte: G1