Padrão alimentar que privilegia vegetais, oleaginosas e peixes ajuda no combate à doença de pele, de acordo com novo estudo

Dieta mediterrânea ajudaria a desacelerar a progressão da psoríase (Foto: Alex Silva/SAÚDE é Vital)

Recentemente, falamos aqui no site da SAÚDE sobre uma pesquisa que mostrou a importância de pacientes acima do peso ou obesos seguirem uma dieta de baixas calorias para controlar melhor a psoríase, doença marcada por placas vermelhas e descamações na pele. O emagrecimento seria relevante porque ajudaria a conter a inflamação no corpo, situação por trás das lesões no couro cabeludo, nos cotovelos, nos joelhos e afins. Pois pesquisadores da Paris Est Créteil University, na França, deram um passo além e se perguntaram: será que uma dieta com perfil anti-inflamatório, como a mediterrânea, traria algum benefício?

Para obter a resposta, eles analisaram informações passadas por 35 735 pessoas em um questionário chamado NutriNet-Santé. Desses voluntários, 3 557 tinham psoríase, sendo que 878 relataram possuir sintomas severos. Os hábitos alimentares foram escalonados de zero a 18 (de acordo com o nível de adesão ao padrão mediterrâneo, caracterizado sobretudo pelo consumo de peixes, vegetais, azeite de oliva e oleaginosas).

Os pesquisadores descobriram, então, que os pacientes com psoríase mais grave eram justamente aqueles com baixa aderência à dieta mediterrânea. Por isso, concluíram que esse padrão alimentar talvez reduza a progressão da doença ou a manifestação de seus sintomas.

Se os achados dessa pesquisa forem confirmados (mais estudos são necessários para isso), faria sentido encorajar essa dieta entre pacientes com quadros moderados e severos do problema.

A dieta mediterrânea
As vantagens atribuídas a ela são diversas. Dá para citar perda de peso, prevenção de câncer, menor risco e controle de diabetes, além de benefícios para o coração e cérebro – e, agora, melhora dos sintomas da psoríase.

O cardápio tem esse nome porque é seguido por povos que moram perto do Mar Mediterrâneo, no sul da Europa, e que são conhecidos por apresentarem uma longa expectativa de vida.

Mas não dá para definir um cardápio fechado. Afinal, os gregos comem diferente dos italianos, que, por sua vez, não fazem o mesmo tipo de refeição dos franceses e espanhóis. O que não dá para negar: existem similaridades cruciais entre os pratos dessas populações.

Frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas, oleaginosas, azeite de oliva e especiarias aromáticas são comuns nas refeições dessa gente toda. Os peixes e frutos do mar também têm lugar especial no menu. Frango, ovo, queijos e iogurte aparecem com moderação, enquanto os doces e a carne vermelha ficam restritos a ocasiões especiais.

Outro item bastante lembrado ao falar de dieta mediterrânea é o vinho tinto, cheio de resveratrol – substância lembrada, entre outras coisas, por blindar o coração. Mas não é para encher a cara: recomenda-se uma taça por dia. Aliás, o suco de uva integral é uma ótima alternativa.

Fonte: Saúde Abril

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