Operação policial nos quatro estados prendeu 15 pessoas; outras 4 morreram em confronto. Polícia apreendeu 55 quilos de maconha

Um dia depois da operação policial relizada em quatro estados de diferentes regiões do país, a Polícia Civil esclareceu que as 15 pessoas presas integravam duas organizações criminosas que traziam drogas de São Paulo e Paraná para Alagoas e Sergipe. A informação foi passada nesta sexta-feira (20) em entrevista coletiva na Secretaria de Segurança Pública (SSP), em Maceió.

De acordo com o delegado Gustavo Henrique, da Delegacia de Repreensão ao Narcotráfico (DRN) de Alagoas, quatro suspeitos morreram em confronto com a polícia durante o cumprimento dos mandados, na última quinta (19). 55 quilos de maconha foram apreendidos.



Dos presos, seis já estavam no sistema prisional. Em Alagoas, Bruno Carlos Santana da Silva, 27, conhecido como
“Alisson”; José Augusto da Silva Bruno, 22, conhecido como “Gorran”; Bruno da Silva, 21, o “Boca”; e Marciel Barbosa dos Santos, 22, conhecido como “Neguinho”. Em São Paulo, Fernando Cardoso Torres, 39, vulgo “Fred”; e no Paraná, Willian Fernandez Diniz, 42, vulgo “Nortuno”.
Os outros presos foram identificados como Ary Clifton Monteiro Nascimento, 23, conhecido como “Dexter”; Josivaldo

Domingos dos Santos, 27, o “Adrenalina”; Ivan Moraes da Silva, 48, Wellington dos Santos Silva, 33; Rodrigo Paulino dos Santos, 33; Dênis Martins da Silva, 28; Felipe Marques do Nascimento, 25; Leandro da Silva, 19, o “Neno”; e Diego Santos Temoteo, 25, vulgo “Luli”.

Os mortos foram Valdemir Rodrigues da Silva, 28, conhecido como “AK-47”; José Nathanael dos Santos, 22, o “Da Lágrima”; Alisson Ferreira Moura, 27, conhecido como “Mancuso”; e Flávio Nunes Costa, 39, conhecido como “Pit Bull”. Este último morreu em Sergipe e os demais em Alagoas.

A primeira organização atuava em Maceió, no Vale do Reginaldo e no conjunto Caetés, no bairro do Benedito Bentes, e era chefiada por um preso de Alagoas, o Bruno Silva.

De acordo com o delegado, o estado do Paraná fornecia drogas para Alagoas, por meio do preso Willian Diniz, que está no sistema prisional daquele estado desde 2003 por diversos crimes.

A segunda organização atuava na cidade de Penedo, em Maceió, e em Sergipe. Ela era chefiada por Flávio Costa, que era monitorado por tornozeleira eletrônica e residia atualmente em Nossa Senhora do Socorro, no estado sergipano, e morreu em confronto.

Esta organização recebia drogas de São Paulo, por meio de Fernando Torres, preso na cidade de Val Paraíso.
“Houve um contato de um indivíduo da primeiro organização criminosa com um da outra organização, e diante disso começamos a investigar o segundo indivíduo. Foi um quebra-cabeça que foi sendo montado. As duas organizações trabalhavam separadamente”, disse Gustavo Henrique.

Ainda de acordo com o delegado Gustavo Xavier, a operação evitou pelo menos quatro mortes na cidade alagoana de Penedo.

“O Pit Bull ameaçou executar quatro integrantes da segunda organização criminosa, inclusive o Neno e o Mancuso. Eles estavam preparando a logística para esses homicídios que trabalhavam no tráfico de drogas em Penedo”, disse o delegado.

Fonte: G1

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