Para promotor do caso, autor dos disparos agiu em legítima defesa. Vítimas foram mortas em casa de prostituição em maio deste ano

Delegados do RJ foram mortos em Florianópolis (Foto: Reprodução/RBS TV)

O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento da ação sobre os assassinatos dos delegados da Polícia Federal Elias Escobar, de 47 anos, e Adriano Antônio Soares, de 60, mortos a tiros no dia 31 de maio de 2017 em uma casa de prostituição no bairro Estreito, em Florianópolis. Os dois, que eram lotados no Rio de Janeiro, foram baleados após um desentendimento que resultou em tiroteio no local, por volta das 2h.

No pedido feito no dia 15 de dezembro ao juiz Marcelo Volpato de Souza, da Vara do Tribunal do Júri, o promotor de Justiça Affonso Ghizzo Neto diz que o vendedor de cachorro-quente Nilton César de Souza Júnior, autor dos disparos, agiu em legítima defesa.

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Escobar, chefe da PF em Niterói (RJ), foi atingido na cabeça e no peito, e morreu no local. Soares, que comandava a PF em Angra dos Reis (RJ), chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu. Os dois estavam na cidade para participar de um curso. Nilton, que teria ido à casa de prostituição para entregar lanches às funcionárias, também foi atingido e ficou internado durante semanas.

Na solicitação à Justiça, o promotor diz que os laudos comprovaram que os delegados estavam bêbados e que “de forma consciente e voluntária” colocaram em risco a vida de todos que estavam no local.

“Ao que tudo aponta – com indícios de consistência solar – , Nilton César Souza Júnior realmente reagiu em legítima defesa, uma vez que, utilizando dos meios necessários, repeliu injustas, atuais e iminentes agressões, ao tempo da ação, perpetradas pelas vítimas Elias e e Adriano – visivelmente embriagadas e agindo com a ostentação e a autoridade dos cargos de delegados que desempenhavam –, a direito seu e de seu funcionário Thiago”, diz o promotor no pedido à Justiça.
Nilton foi preso em flagrante pelas mortes e depois teve a prisão convertida em preventiva, mas foi solto em junho. Em julho, porém, ele voltou à prisão, preventivamente, sob a suspeita de estupro de vulnerável.

Para o Ministério Público, o autor dos disparos fez uso “moderado” dos meios necessários para se defender e os laudos cadavéricos dos corpos comprovam que não houve excesso por parte de Nilton, que atirou duas vezes.

O promotor pede que o caso seja remetido à Justiça Comum para apurar os crimes de disparo de arma de fogo no pátio frontal do Hospital de Florianópolis, porte ilegal de arma de fogo e de furto de arma de fogo, uma pistola de 9 mm registrada no nome do delegado federal Adriano Soares.

Desses crimes, Nilton é suspeito de porte ilegal de arma de fogo.

Fonte: RBS

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