Segundo determinação do juiz Daniel Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, o julgamento será realizado nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2018

Foto: Arquivo

A Justiça marcou data para que o ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho seja, enfim levado a júri popular. Segundo determinação do juiz Daniel Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, o julgamento será realizado nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2018. Carli Filho vai responder por duplo homicídio doloso (com intenção de matar), após a morte de dois jovens em de um acidente de trânsito ocorrido em 2009. O ex-deputado dirigia em alta velocidade e estava com a carteira de habilitação suspensa.

Entenda o caso

A colisão que matou Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida ocorreu na madrugada de 7 de maio de 2009. Carli Filho ficou ferido no desastre e chegou a ser hospitalizado. Um exame feito a partir de material colhido no hospital em que ele foi atendido apontou que o então deputado estava embriagado – tinha 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue. O resultado, no entanto, foi desconsiderado como prova pela Justiça porque Carli Filho estava desacordado no instante em que o exame foi feito.

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Além disso, laudos do Instituto de Criminalística comprovaram que, no instante da colisão, o Passat dirigido por Carli Filho estava a uma velocidade entre 161 km/h e 173 km/h. O ex-deputado também estava com a carteira de habilitação vencida e sequer poderia estar dirigindo.

A defesa do réu tem apostado na tese de que a culpa pela colisão é dos jovens mortos. Segundo os advogados de Carli, o Honda Fit não respeitou a preferencial – que era a via por onde o carro do ex-deputado trafegava. No instante da colisão, o semáforo estava desligado.

Em fevereiro de 2014, a 1.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) entendeu que havia indícios de que Carli Filho assumiu o risco de matar ao dirigir em alta velocidade e depois de ingerir bebida alcoólica. O júri popular ainda não foi marcado porque restam recursos interpostos pela defesa que ainda não foram analisados pelo STF.

Em maio do ano passado, em mais um capítulo polêmico dessa história, Carli Filho divulgou um vídeo pedindo perdão às mães dos jovens mortos. Em resposta, Chistiane Yared reagiu imediatamente, dizendo que o ex-deputado estava “sete anos atrasado para o enterro” do filho dela e que não percebeu sinceridade no pedido de perdão.

Fonte: Tribuna PR