Sentença foi divulgada na terça-feira (24); vítima de 52 anos morreu depois de ser espancada

Sandro foi agredido em frente a uma casa noturna de Ponta Grossa (Foto: Reprodução/Facebook)

A Justiça condenou, nesta terça-feira (24), Kevin Ferreira de Paiva, de 19 anos, a 20 anos de prisão em regime fechado. Ele foi condenado pelo latrocínio, que é o roubo seguido de morte, contra o massoterapeuta Sandro Murilo Pedrozo, de 52 anos.
O crime foi na manhã do dia 18 de junho, no bairro Jardim Carvalho, em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná. Sandro morreu no Hospital Bom Jesus, 25 dias depois de ser internado com ferimentos graves e de ficar em coma.
Ele teve o celular levado durante a agressão.



A defesa da família de Sandro recorreu da decisão porque entende que a pena foi branda e, por isso, espera que o juiz aumente o tempo de prisão do réu. O advogado de Kevin também deve recorrer por acreditar que o crime não se trata de latrocínio.
De acordo com a defesa de Kevin, o réu foi ofendido e, por isso, revidou com agressões. Quando foi apanhar os objetos, por engano, o jovem pegou o celular da vítima sem perceber, o que caracteriza lesão corporal seguida de morte e de apropriação indébita.
Na denúncia, o Ministério Público (MP) sustentou que Sandro não teve chance de defesa ao ser agredido e roubado brutalmente. Segundo o MP, Kevin pisou na cabeça da vítima “por mais de 10 vezes, inclusive quando ela já estava inconsciente”, conforme imagens de câmeras de segurança.
A condenação foi assinada pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Ponta Grossa, André Schafranski.
“Ao contrário do que advoga a defesa, as provas colhidas nos autos são suficientemente claras ao indicar a intenção do acusado de subtrair o celular da vítima após ter desferido uma série de golpes (socos, chutes, pontapés) contra a mesma”, escreveu o juiz.
Ainda de acordo com Schafranski, depois de agredir Sandro, Kevin “ainda revirou as vestes da vítima” com a intenção de subtrair algo.
Na setença, o juiz ainda afirma que, depois de pegar o celular da vítima, o réu “ainda o utilizou em proveito próprio, tanto assim que inseriu o seu chip no aparelho subtraído e o usou para se comunicar através do aplicativo Whatsapp”, acrescentou Schafranski.



Conforme o juiz, o jovem postou no Whatsapp a frase “Kevin Bo Sandro”. A gíria BO, explica Schafranski na sentença, é comumente utilizada no meio criminoso e está, geralmente, ligada a crimes.
“Trata-se, enfim, da ilustração ou da própria admissão da culpa pelo acusado por meio da publicação da sua fotografia no perfil do mencionado aplicativo no aparelho subtraído da vítima, seguido da já mencionada frase ‘Kevin Bo Sandro'”, argumentou o juiz.
Na sentença, Schafranski ainda determinou que o réu, preso quase um mês depois do crime, siga na prisão “em prol da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal” e que também arque com as despesas processuais.
“Vale acrescentar que o réu é portador de maus antecedentes, apesar da tenra idade, motivo que também justifica a custódia cautelar para evitar a reiteração delitiva”, escreveu o juiz.

Fonte: Super Informado