A Mancha tem mais de 16 mil quilômetros de largura, o que seria grande o suficiente para engolir a terra

© NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Roman Tkachenko

O planeta Júpiter não cansa de surpreender. Uma das últimas descobertas de Juno, a nave da Nasa (agência espacial dos Estados Unidos), que passou próximo ao planeta no mês de julho, constatou a icônica tempestade, conhecida como a Grande Mancha Vermelha de Júpiter.

De tão grande, de acordo com a reportagem do portal UOL, a tempestade ocorre, no mínimo, a 300 quilômetros abaixo das nuvens e, provavelmente, muito mais profundamente. A Mancha tem mais de 16 mil quilômetros de largura, o que seria grande o suficiente para engolir a terra.

Júpiter é o maior planeta do sistema solar, e suas observações aumentaram a noção dos cientistas sobre como se comporta uma grande esfera de hidrogênio. Ano passado, cientistas usando um telescópio infravermelho afirmaram que a atmosfera entre 550 e 950 quilômetros acima da mancha é excepcionalmente quente, com temperatura média de 1.300º C. Mas ninguém sabia o que acontecia abaixo das nuvens.

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Agora com a Juno, que foi concebida para ver abaixo das nuvens de Júpiter, foram medidas emissões de micro-ondas, que atravessam as nuvens para o espaço. Regiões mais quentes geram mais micro-ondas, e a região abaixo da Grande Mancha Vermelha era ainda mais quente, mesmo 320 quilômetros abaixo, o mais profundo que o instrumento pode ver.

Andrew P. Ingersoll, professor de Ciência Planetária no Instituto de Tecnologia da Califórnia e membro da equipe da Juno, percebeu que as raízes da Grande Mancha Vermelha são entre 50 e 100 vezes mais profundas que os oceanos terrestres.

“É definitivamente mais quente do que o entorno, mas sua profundidade ainda precisa ser descoberta”, disse Ingersoll.

Fonte: Revista Galileu