Foram possíveis de prever 31% dos casos de pacientes de alto risco; antes, só se podiam detectar 18% desses episódios

Pesquisadores identificaram o câncer de mama em uma mulher quatro anos antes ( esquerda) de ele se desenvolver ( direita). (Foto: MIT)

PESQUISADORES IDENTIFICARAM O CÂNCER DE MAMA EM UMA MULHER QUATRO ANOS ANTES (ESQUERDA) DE ELE SE DESENVOLVER ( DIREITA). (FOTO: MIT)

Utilizando inteligência artificial (IA), pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e do Massachusetts General Hospital desenvolveram um modelo para prever o câncer de mama até cinco anos antes de ele se manifestar.

Os pesquisadores testaram a tecnologia com dados de 2009 a 2012 provenientes de 90 mil  mamografias de mais de 6 mil pacientes do Massachusetts General Hospital. O sistema de inteligência artificial conseguiu detectar padrões sutis que não podiam ser identificados por humanos nos tecidos mamários, conseguindo antever as chances do desenvolvimento do câncer.

A inteligência artificial previu 31% dos casos de pacientes de alto risco, o que é uma melhora significativa na prevenção da doença, uma vez que as técnicas tradicionais anteriores podiam prever apenas 18% desses casos.

Os métodos anteriores foram criados com base em dados de mulheres brancas, e um estudo publicado no Journal of Women’s Health mostrou que a eficácia dos testes de prevenção deixava de lado a população negra e hispânica.

Por outro lado, agora o modelo criado pela IA foi testado também em mulheres negras, podendo ser mais acessível, embora os testes ainda precisem ser feitos em mulheres indianas e de outras etnias. A tecnologia permitiu ainda conhecer riscos individuais de cada paciente, informações que podem ser usadas para customizar programas de prevenção.

Além disso, a mamografia tradicional ainda tem base em faixa etária e o exame recomendado ocorre somente a partir dos 45 anos de idade nos EUA. Com o novo método, isso pode mudar: os pesquisadores dizem que a descoberta pode permitir que no futuro as mamografias possam ser usadas para identificar outros problemas de saúde, como doenças cardiovasculares e outros tipos de câncer.

Fonte: Galileu

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