Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação na Capital gaúcha

Banco de Dados

A inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) aumentou em quatro das sete capitais pesquisadas pela FGV (Fundação Getulio Vargas) na terceira semana de novembro, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (24) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Em Porto Alegre, o índice subiu de 0,55% para 0,69%.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação na Capital gaúcha, entre elas os grupos vestuário e educação, leitura e recreação, cujas taxas passaram de -1,12% para 0,31% e de 0,24% para 0,66%, respectivamente.

A inflação para o consumidor também subiu em Salvador (0,48% para 0,50%), Brasília (0,25% para 0,33%) e São Paulo (0,28% para 0,33%). O índice caiu em Belo Horizonte (0,24% para 0,20%), Recife (0,31% para 0,20%) e Rio de Janeiro (0,05% para -0,02%).

Prévia da inflação oficial

A inflação oficial do País segue dando sinais de que está perdendo força em novembro, segundo a prévia do mês divulgada na quinta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No ano, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15) acumula alta de 2,58%, a menor para novembro desde 1998, quando chegou a 1,52%. No mesmo período de 2016, a taxa havia ficado em 6,38%.

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A energia elétrica, do grupo habitação (1,33%), foi o item com o maior impacto individual no índice de novembro. Com variação de 4,42% e 0,16 ponto percentual de impacto, as contas de luz responderam por metade do IPCA-15 de novembro. O novo valor do patamar 2 da bandeira vermelha entrou em vigor no dia 1º deste mês e passou a adicionar R$ 5,00 para cada 100kwh consumidos.

Ainda no grupo habitação, o preço do gás de botijão subiu 3,30%, com impacto de 0,04 ponto percentual. Regionalmente, as variações oscilaram entre 0,14% na região metropolitana do Rio de Janeiro e 9,44% na região metropolitana de Recife. A partir de 5 de novembro, a Petrobras reajustou o preço dos botijões de 13kg nas refinarias em 4,5%, em média.

Indústria

A prévia da Sondagem da Indústria de novembro sinaliza alta de 2,7 pontos do ICI (Índice de Confiança da Indústria) em relação ao número final de outubro. Após a quinta alta consecutiva, o índice avançaria para 98,1 pontos, o maior desde fevereiro de 2014 (98,3 pontos). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela FGV.

A alta do ICI resultaria da melhora tanto das perspectivas com o futuro próximo quanto das avaliações sobre o momento presente. O IE (Índice de Expectativas) subiria 3,8 pontos, para 99 pontos, e o ISA (Índice da Situação Atual) subiria 1,7 ponto, para 97,2 pontos.

Após subir 0,4 ponto percentual no mês anterior, o resultado preliminar de novembro indica queda de 0,5 ponto percentual no Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria), para 73,8%.

Fonte: O Sul