Justiça do Paraná interditou, nesta última terça-feira (30), uma Instituição de Longa Permanência para Idosos no bairro Rondinha, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. A medida atendeu uma acusação do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que visitou o local e identificou diversas ilegalidades depois da Promotoria ser notificada de maus tratos contra idosos.

O lar atendia 11 pessoas, com idade entre 64 e 92 anos. Uma senhora, de 82 anos, foi encontrada subnutrida, com menos de 30 quilos, más condições de higiene e escaras (feridas na pele que aparecem pela pessoa ficar muito tempo na mesma posição) pelo corpo. Além disso, também foram registradas irregularidades em relação a alimentação, medicamentos e tratamentos de doenças.

“Outro caso que chamou a atenção no momento foi de um idoso com uma enfermidade que não estava sendo devidamente tratado, não foi levado ao posto de saúde e a medicação não estava adequada”, revelou o promotor Anastácio Fernandes Neto.

TRATAMENTO SUBUMANO

Na ação civil pública, o MP-PR classificou o tratamento aos idosos como “subumano (…) que afronta, não somente os direitos previstos no Estatuto do Idoso, mas, sem sombra de dúvida, os direitos fundamentais da pessoa humana ali residentes”.

Um depoimento de um ex-funcionário afirma que a instituição não servia nem água. Segundo o relato dele, os mais lúcidos reclamam da comida, que era sempre a mesma.

“A orientação da administração era para não dar muita comida, para que não se utilizasse muitas fraldas. As fraldas somente eram trocadas nos casos em que se verificava acúmulo grande de excrementos”, completou.

Com a decisão liminar da 1º Vara Cível de Campo Largo, a instituição tem agora um prazo de cinco dias (a partir que os representantes do asilo recebem a intimação) para que as pessoas sejam removidas do local. Os familiares dos idosos serão contatados, enquanto aqueles que não tiverem parentes próximos serão transferidos para outras instituições. Só depois da sustentação da defesa e a produção de prova é que haverá o julgamento do caso.

Fonte: Paraná Portal

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