Na capital, diz a nota oficial, houve a prisão de 45 pessoas por envolvimento de roubo de carga em novembro passado

© Agência Brasil

Secretaria da Segurança Pública paulista diz que as polícias vêm trabalhando no combate a roubos de cargas. A pasta, representante do governo Geraldo Alckmin (PSDB), afirma também que, neste ano, em “mais da metade” dos 93 distritos policiais da capital não houve registro de roubo aos Correios (a afirmação desconsidera, porém, que a empresa restringe entrega nos locais perigosos).

O governo diz ainda que em 30 distritos da capital paulista houve, em 11 meses, o registro de um a três roubos contra os Correios. A pasta não informou o total de crimes registrados no período.

“As polícias Civil e Militar atuam conjuntamente na segurança e ambas mantêm contato com representantes dos Correios para que registrem as ocorrências”, diz nota enviada à reportagem.

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De acordo com o governo, no combate ao roubo de cargas, “a Polícia Militar realiza mapeamento dos locais e diversas ações e abordagens em veículos de carga, por meio das operações”.

Na capital, diz a nota oficial, houve a prisão de 45 pessoas por envolvimento de roubo de carga em novembro passado, mês em que houve redução de 27% neste tipo de crime, em comparação com o mesmo período de 2016.

Ainda de acordo com a Segurança Pública, a reportagem erra ao relacionar a restrição de entrega de produtos pelos Correios à falta de segurança nas regiões -essa relação foi feita pela própria empresa de distribuição, quando questionada pela reportagem sobre a restrição a CEPs.

“Por exemplo, se considerados os índices de roubos em geral nos nove locais apontados pelo veículo [a Folha]”, afirma o governo, “verifica-se que em seis houve diminuição, o que é resultado do trabalho intensivo e diuturno das polícias nessas áreas”.

O governo diz ainda que as duas delegacias seccionais responsáveis pelas regiões mais problemáticas prenderam, no semestre, oito pessoas em flagrante por roubo aos Correios, além da apreensão de um menor de idade por roubo a um carteiro na Vila Jacuí.

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CORREIOS

Os Correios, que confirmaram a dimensão do levantamento da reportagem, informaram que o “modelo alternativo” para a entrega de encomendas busca garantir a segurança “dos trabalhadores e evitar que os objetos sejam roubados”. Diz ainda que as informações sobre as áreas com restrição estão em seu site.

Para melhorar “a experiência dos destinatários”, os Correios afirmam ter desenvolvido sistema em que a entrega pode ser feita em agência a ser escolhida pelo cliente. “Ele pode optar por endereço que seja mais cômodo, como uma unidade mais próxima do trabalho ou um shopping, por exemplo. São 7.000 unidades disponíveis.”

Ainda segundo os Correios, a “competência para o enfrentamento” da insegurança “é do Estado”.

“Por isso, a empresa desenvolve ações preventivas em parceria com os órgãos de segurança, em nível estadual e federal, para investigar e coibir os assaltos. As ocorrências são imediatamente comunicadas aos órgãos de segurança pública (Polícia Federal, Polícia Militar) para as devidas providências”, diz.

Os Correios não informaram a quantidade de roubos, números de funcionários afastados nem prejuízo com pagamento de seguro.

Fonte: Folhapress

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