Job Ribeiro Brandão é suspeito de ter ligação com os R$ 51 milhões encontrados no apartamento que seria utilizado por Geddel Vieira Lima, irmão do deputado, na cidade de Salvador (BA)

© Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados

O assessor parlamentar do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Job Ribeiro Brandão, teve a prisão domiciliar decretada pelo ministro Edson Fachin, na terça-feira (17). O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ele foi alvo de operação da Polícia Federal, na última segunda-feira (16), assim como Lúcio Vieira, sob suspeita de ter ligação com os R$ 51 milhões encontrados no apartamento que seria utilizado por Geddel Vieira Lima, irmão do deputado, na cidade de Salvador (BA).



De acordo com as investigações, impressões digitais de Job Brandão foram encontradas nas notas de dinheiro descobertas do “bunker”.

Segundo a decisão de Fachin, Job Brandão ainda precisará usar tornozeleira eletrônica e terá de pagar fiança no valor de 100 salários mínimos. Ele também fica impedido, conforme o portal G1, de se comunicar com outros investigados no caso, com familiares, está proibido de usar o telefone ou internet, e de exercer qualquer função pública.

Job Brandão era lotado no gabinete de Lúcio Vieira, na Câmara dos Deputados. Não se sabe se ele continuará no cargo, já que a assessoria do político ainda não se pronunciou.



“Diante do material cognitivo indiciário que revela a sua participação nos moldes em que se deu a do investigado Gustavo Pedreira do Couto Ferraz, ou seja, em momento anterior à ocultação do numerário em imóvel cuja utilização foi autorizada em favor de Geddel Quadros Vieira Lima”, considerou a PGR.

O texto faz menção ao ex-diretor da Defesa Civil de Salvador, Gustavo Ferraz, que ganhou o benefício da prisão domiciliar, a ser cumprida a partir desta sexta-feira (20).

Fonte: G1

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