Jovem de 22 anos foi diagnosticado com um tipo de leucemia. Durante o tratamento para realização do transplante em Jaú, a família se mobilizou para conseguir doadores

Estudante de 22 anos está internado na UTI do Hospital Amaral Carvalho em Jaú — Foto: Arquivo pessoal

O estudante de 22 anos que realizou uma intensa campanha para incentivar a doação de sangue durante o tratamento da leucemia recebeu alta nesta semana após a realização do segundo transplante de medula em Jaú (SP).

Édio de Marchi Sândalo é morador de Marília e estava internado no Hospital Amaral Carvalho. O transplante foi realizado no último dia 4 de novembro.

“Agora é a segunda etapa do tratamento que ele tem que ir todos os dias no Hospital, que é lá mesmo no Amaral Carvalho, para tomar as medicações para evitar a rejeição”, explica o pai do jovem, Édio Sândalo Júnior.

O pai do estudante explica ainda que como nesse período o filho vai precisar ir duas vezes ao dia no hospital, eles devem morar temporariamente na cidade.

“Serão aproximadamente 100 dias para acompanhar a evolução do tratamento e ver se a medula continua a produzir os glóbulos brancos, os leucócitos.”

Durante o tratamento necessário para realizar o transplante, Édio precisava repor sangue e plaquetas e, por isso, a família se mobilizou para conseguir doadores por meio de campanhas nas redes sociais, na imprensa e até um transporte foi disponibilizado para levar doadores de Marília para o hospital em Jaú.

Pai e filho após a alta hospitalar em Jaú  — Foto: Arquivo pessoal
Pai e filho após a alta hospitalar em Jaú — Foto: Arquivo pessoal

Segundo transplante

Édio foi diagnosticado com Leucemia Linfoide Aguda pela primeira vez junho de 2017 e a partir daí ele começou o tratamento para poder realizar o transplante, que foi feito em abril de 2018.

“Ele precisava entrar em remissão da doença para depois pensar em transplante. Meu filho conseguiu com muitas sessões de quimioterapia zerar a doença na medula e entrou no Redome [cadastro de doadores de medula óssea] e conseguiu três doadores compatíveis”, lembra o pai.

Após o transplante, o estudante continuou o acompanhamento no hospital em Jaú, e em setembro deste ano a doença voltou. “Por isso ele precisou voltar a fazer quimioterapia para entrar em remissão novamente”, completa.

Centenas de pessoas colaboraram com a campanha e o jovem pode concluir o tratamento e realizar o novo transplante.

Fonte: G1