Desde o início do ano até a última sexta-feira (29), o dólar já subiu 9,43% em relação ao real. No último pregão da semana passada a moeda estadunidense fechou o dia a R$ 4,241

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O aumento da taxa de câmbio brasileira gera apreensão para alguns setores e comemoração para outros. O setor do turismo é um dos que vê a desvalorização do real com bons olhos.

Em entrevista à Sputnik Brasil, Geraldo Rocha, ex-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV), diz que a tendência é que o número de turistas estrangeiros aumente.

“O dólar em alta deixa o nosso país mais barato”, afirmou.

No entanto, o alto índice de violência e a baixa infraestrutura para turistas no Brasil ainda afastam o turista estrangeiro que deseja vir ao país.

“O Brasil é considerado longe, caro e violento, isso afasta o turista. Agora, com câmbio favorável ao turista estrangeiro, que barateia o nosso produto, é um índice razoável para melhorar a entrada de turista estrangeiro. Mas é a nossa infraestrutura e a nossa violência que ainda assustam um pouco”, disse Geraldo Rocha.

Segundo o ex-presidente da ABAV, o aumento da taxa de câmbio gera uma desconfiança no turista brasileiro que deseja ir para o exterior.

“Essa alteração do dólar mais impacta o turista brasileiro que quer ir para fora, porque ele já pensa duas vezes, porque encareceu muito”, analisou.

Um dos pontos destacados por Geraldo Rocha que também acabou prejudicando o turismo no Brasil ao longo de 2019 foi o derramamento de óleo em praias do Nordeste e Sudeste.

“O derramamento de óleo foi localizado, por um período de tempo até relativamente longo, e abalou muito a venda dos pacotes para o Nordeste do Brasil, um impacto total porque as pessoas vão para o Nordeste para curtir as praias”, disse.

Segundo informações da Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), o Brasil recebe 6 milhões de turistas estrangeiros por ano.

Fonte: Sputnik News