O terceiro goleiro mais caro da história guarda mágoa do futebol brasileiro

Em entrevista exclusiva ao repórter André Ranieri, da Rádio Jovem Pan, o paulista Ederson, de 24 anos, revisitou o passado e cravou: não pretende nunca mais jogar no País-natal.

“Eu não pretendo vir jogar no Brasil. Vou terminar a minha carreira em Portugal”, afirmou, sem pestanejar, o arqueiro do Manchester City, segundos depois de ser questionado por qual clube brasileiro gostaria de atuar antes de encerrar a carreira.

“Eu quero terminar a minha carreira no Benfica, mas o Benfica tem de me querer, também, né? (risos). A minha prioridade é terminar em Portugal. Foi lá onde eu comecei, e é lá onde eu quero encerrar”, acrescentou.

Por que Ederson não quer voltar ao Brasil?

Não é apenas o carinho por Portugal, país no qual Ederson finalizou a sua formação como atleta, que explica a vontade do goleiro de encerrar a carreira na Europa. O reserva da Seleção na Copa de 2018 não guarda boas recordações do São Paulo, clube pelo qual foi revelado. O motivo? Uma dispensa por telefone, ainda aos 15 anos de idade. O fato traumatizou o arqueiro.

“Eu sou de Osasco, tive uma passagem pela base do São Paulo de quatro anos. Infelizmente, fui mandado embora pelo telefone, fiquei muito chateado. Não soube lidar com aquilo porque tinha 15 anos… Meus pais me deram muito apoio”, explicou Ederson, em entrevista coletiva pela Seleção Brasileira em outubro do ano passado.

“Foi uma saída precoce. Foi uma coisa que pesou muito. Eu não estava em casa no momento da ligação, minha mãe que estava. Ela não sabia como me contar, depois me contou. Eu chorei muito. Fiquei um mês ali no meu cantinho. Depois, voltei pra escolinha, treinei no barro, no meu terrão. Foi ali que comecei a me erguer de novo, aí surgiu a Europa… Amadureci muito lá, aprendi muita coisa, virei homem cedo.”

Ederson atuou nas categorias de base do São Paulo por quatro anos

Portugal “abraçou” Ederson no momento mais difícil da carreira do goleiro. Ele se mudou para o país ainda cedo, aos 15 anos, e se profissionalizou após breve passagem pela base do Benfica. Foi emprestado para clubes menores, como Ribeirão e Rio Ave, para ganhar experiência e, em março de 2016, estreou no time adulto do Benfica no clássico contra o Sporting. A missão era “simples”: substituir um de seus ídolos de infância, Júlio Cesar.

“O Júlio acabou tendo uma lesão na véspera do jogo, que valia a liderança do Campeonato Português, e eu ganhei a oportunidade de atuar. Fui bem, nós vencemos por 1 a 0 fora de casa, e, dali para frente, eu continuei jogando”, relembrou.

O resto da história todos já sabem: Ederson foi campeão português na temporada seguinte como titular, passou a ser convocado para a Seleção Brasileira e, em junho de 2017, acabou vendido para o Manchester City por 40 milhões de euros – terceiro maior valor pago por um goleiro na história. Tudo isso, sem precisar jogar no Brasil.

Fonte: Jovem Pan

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