Durante o Microsoft Research Faculty Summit 2018, feira de tecnologia organizada pela Microsoft nos Estados Unidos, a empresa exibiu a mais recente obra da sua equipe de "protótipos estratégicos": um robô que busca cerveja na geladeira para o dono

(Foto: Reprodução / Microsoft)

Pode não parecer, mas há muita tecnologia empregada neste protótipo. O Robô Recepcionista Assistente, como ele é chamado, usa processamento local e em nuvem para rodar uma série de algoritmos de reconhecimento de imagem e de planejamento de movimentação.

Tudo isso permite que o robô seja capaz de improvisar na hora de responder a uma ordem. Por exemplo: ao dizer à máquina “pegue uma cerveja na geladeira para mim”, ela consegue identificar onde fica a geladeira, se virar para abrí-la e reconhecer lá dentro o que é uma cerveja.

Nada é pré-programado, a não ser a informação do que ele deve procurar e onde. O robô consegue identificar a lata de cerveja mesmo que ela esteja em meio a diversas outras latas diferentes. Se você mudar a posição da bebida e pedir que ele busque-a de novo, ele vai conseguir achá-la mesmo que ela esteja numa posição diferente dentro da geladeira.

Ele também se adapta a diferentes condições, como uma mudança na posição da geladeira, obstáculos no caminho e outros imprevistos. O sistema de inteligência artificial que comanda o robô-assistente realiza milhares de simulações internamente antes de decidir qual movimento deve ser executado. É como se ele “imaginasse” o que fazer antes de realizar o próximo gesto.

No entanto, o robô é bem lento – o que não chega a ser uma surpresa. Ele “imagina” centenas, se não milhares, de possíveis cenários e gestos que possam ser feitos de modo a cumprir a missão: buscar uma cerveja para o dono. E tudo isso leva tempo para ser processado localmente e na nuvem.

O cenário da cerveja é só um exemplo. No futuro, essa tecnologia pode ser adaptada para criar robôs capazes de fazer qualquer coisa de maneira autônoma. Num escritório, por exemplo, ele pode buscar pastas e ajudar na rotina apenas seguindo ordens sonoras, sem qualquer programação prévia. E, com sorte, mais rapidamente.

Por enquanto, porém, o protótipo é apenas uma prova de conceito e objeto de estudo da equipe de pesquisa e desenvolvimento da Microsoft. A empresa não tem planos concretos de lançar o robô-assistente no mercado, pelo menos num curto-a-médio prazo.

Fonte: Olhar Digital