Funcionários não tiveram confirmação se serão recontratados por nova administradora, por isso ocupam o local e interrompem os serviços

Hospital Regional de Araranguá está com todos os serviços paralisados a partir desta segunda-feira (8). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região (Sindisaúde), a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) deixou o hospital no domingo (8). Funcionários não tiveram confirmação se serão recontratados por nova administradora, por isso ocupam o local e interrompem os serviços.

“Não temos mais administração, somos desempregados, estamos ocupando para garantir os empregos, nossos direitos. Não tem a quem sermos subordinados, não tem como atender ninguém”, explica Cléber Candido, diretor do Sindisaúde. Segundo ele, a ocupação é por tempo indeterminado, até que se resolva a situação no local.

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Até esta segunda, nenhum contrato dos funcionários havia sido rescindido. De acordo com o sindicato, não houve uma reunião formal entre os servidores e uma nova administradora, que indicasse a permanência no local. Um rumor que a empresa contrataria metade dos servidores preocupa o sindicato.

A Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Araranguá confirmou a ocupação e que os funcionários não estão atendendo, mas não soube confirmar se a SPDM deixou o local. Segundo o secretário regional da ADR, Heriberto Schimidt, o prazo formal para que a organização deixasse a unidade vai vencer na próxima quarta (10).

O G1 não conseguiu contato com a Secretaria de Estado da Saúde e com a SPDM até as 8h desta segunda-feira.

O hospital já estava há 20 dias sem fazer internações, por greve. A orientação é que os moradores procurem a Unidade de Pronto Atendimento (Upa) ou as unidades de saúde mais próximas.

Abraço simbólico
Na tarde de domingo (7), por volta das 17h, um abraço simbólico com cerca de mil pessoas foi realizado na unidade de saúde. Segundo o sindicato, além dos funcionários, moradores também participação do ato. Uma celebração também foi realizada no local.

Após o abraço, começou a ocupação da unidade por aproximadamente 350 servidores, conforme o sindicato.

Greve
Os trabalhadores do hospital entraram em greve em 9 de dezembro alegando o atraso de pagamentos dos salários de novembro. Eles receberam em 26 de dezembro, porém optaram por manter a paralisação até terem garantia de emprego com a troca de gestão.

Em 20 de dezembro, o governo do estado anunciou o rompimento com a gestora anterior do hospital e que a administração seria feita pelo Instituto Ideas. Porém, há duas semanas, a Justiça negou o pedido de posse feito pelo instituto.

Após, no dia 2 de janeiro, a Vara Plantão Cível e Criminal de Araranguá determinou de forma liminar (temporária) que o Ideas assumisse a gestão do Hospital Regional de Araranguá e que a SPDM desocupasse a unidade de saúde em cinco dias.

Fonte: G1

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