Produção oferece renda e oportunidades para trabalhadores catarinenses e de outros estados

A colheita da cebola em Santa Catarina deve movimentar cerca de R$ 400 milhões na temporada de 2017 para 2018. Mesmo com a queda de 20% na produção em relação ao ano passado, os produtores do estado estão otimistas, como mostrou o NSC Notícias.

Se em 2016 o preço médio por quilo era de R$ 0,50, o valor aumentou para R$ 0,80. A produção da cebola não oferece renda e oportunidades apenas aos moradores catarinenses. Na atual temporada, trabalhadores de outras regiões do país desembarcaram em Ituporanga, no Vale do Itajaí, para lucrar com o produto. De Pernambuco, 11 pessoas viajaram quatro dias para trabalhar na colheita.

O governo acatou uma antiga reinvindicação do setor, aumentou a alíquota de importação da cebola, de 10% para 25%.

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“A cebola da Holanda, não é que ela entre em grandes quantidades, mas é um fantasma do aproveitador, não do comprador, do aproveitador. O produtor acaba vendendo abaixo do custo de produção”, disse Luis Carlos Laurindo, presidente da Associação dos Produtores de Sementes e Mudas do Estado de Santa Catarina (Aprocesc).

Sem pressa para venda
Como aumento da alíquota de importação, o produtor catarinense tem um maior poder de barganha na hora de negociar o que produziu. Outro ponto positivo é que o agricultor não precisa mais ter pressa na hora da venda, pode aguardar o período em que a oferta do produto é menor para conseguir uma valorização maior da cebola.

“Dá um certo conforto saber que o nosso produto vai ter mais competitividade dentro do mercado brasileiro, porque a cebola importada chegava aqui até mais barata que a nossa. Agora ficamos mais confiantes”, disse o produtor Jean Hillesheim.

Fonte: Belos Vales

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