Entidade também afirmou que sua comissão de ética iniciou investigação própria

© REUTERS/Denis Balibouse

O COI (Comitê Olímpico Internacional) já admite tomar medidas preventivas em relação a Carlos Arthur Nuzman, que é membro honorário da entidade e faz parte do comitê de coordenação dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

Entre as medidas cabíveis, está o afastamento do brasileiro das funções. Apesar disso, o comitê olímpico declarou que respeitará a presunção de inocência e o direito de defesa do cartola carioca.

“Dados os novos fatos, a comissão de ética do COI pode considerar tomar medidas preventivas, embora respeite o direito de o senhor Nuzman ser ouvido”, disse o comitê.

A entidade também afirmou que sua comissão de ética iniciou investigação própria assim que suspeitas de participação de Nuzman em esquema de compra de votos foram feitas, em setembro.

Um novo posicionamento só será feito após recomendação da comissão de ética, que produzirá relatório a partir das constatações fornecidas pelas autoridades brasileiras.

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Depois, o documento será encaminhado ao comitê executivo do COI, que deliberará a respeito -a comissão é presidida pelo ex-secretário-geral da ONU Ban Ki-moon.

A direção do COI tem sofrido pressão de seus membros para tomar uma atitude enfática em relação a Nuzman.”Um membro honorário do COI, como Nuzman, ser preso por conduta criminosa é um problema sério”, disse o canadense Richard Pound, 75, integrante do comitê.

Fonte:Folhapress

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