Foto: Giuliano Gomes/PR Press/Folhapress

Rés no processo que investiga a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, Cristiana Brittes e Allana Brittes foram transferidas de ala na Penitenciária Feminina do Paraná, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), por motivos de segurança.

De acordo com o documento, assinado pela diretora da unidade prisional, Alessandra Antunes do Prado, a mudança aconteceu após um incidente no dia 1º de abril, quando as duas detentas retornaram de uma audiência de instrução no Fórum de São José dos Pinhais, também na RMC.

“Após o retorno das acusadas da audiência, as mesmas foram hostilizadas pela massa carcerária, sendo recebidas na unidade sob protestos e gritos de ‘ih fora!’, além de ameaças contra suas integridades físicas, vindos da massa carcerária, especialmente da galeria D, onde se encontram presas de alta periculosidade, inclusive presas faccionadas”, diz o documento.

Alessandra informou que para não expor Cristiana e Allana ao perigo e nem agitar as demais detentas, a inspetora que trabalhava no dia tomou a decisão de transferir as duas para a Galeria A, que é mais tranquila e menos acessível. No local, segundo o documento, estão presas “de convívio normal”, a maioria delas provisórias.

Em nota, a defesa de Cristiana Brittes e Alana Brittes informou que teme pela integridade física delas ao mesmo tempo em incessantemente busca a liberdade de ambas.

O CASO

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro, em uma casa noturna, no bairro Batel. A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa, ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

O corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata, na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado (27), por moradores da região. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

Edison foi gravado em ligação com um amigo da vítima se lamentando sobre o sumiço do atleta e dando outra versão sobre o que aconteceu na noite em que Daniel morreu. Na ligação, que aconteceu após o corpo de Daniel ter sido encontrado e identificado, Edison Brittes diz que não sabia como Daniel foi embora e que estava chocado com o caso. Falou também que teve que dar calmante para a filha, Allana, após saberem da morte da vítima e que ele chegou a ligar para a irmã de Daniel para dar os pêsames.

Edison afirma que Daniel estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história.

QUEM SÃO OS ACUSADOS

Respondem pelo crime o comerciante Edison Brittes, assassino confesso de Daniel; Cristiana Brittes, esposa de Edison;  Allana Brittes, filha do casal; Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King, David Vollero Silva e Evellyn Brisola Perusso.

Dos suspeitos, apenas Evellyn Brisola Perusso, responde o processo em liberdade. Os outros seis foram detidos poucos dias após o crime:

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • David Willian Vollero da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho.

Fonte: Paraná Portal

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