Para Erich Beting, tempo de incredulidade em relação à sustentabilidade do futebol feminino está acabando

O futebol feminino é um negócio? A pergunta é cruel e, muitas vezes, é martelada em nossas cabeças. Qual o grau de interesse das pessoas em acompanhar as disputas entre as mulheres? Existe gente – e dinheiro – para bancar uma liga mundial de futebol? Como fazer esse negócio decolar?

Ao que tudo indica, o tempo de incredulidade em relação à sustentabilidade do futebol feminino está acabando. E o futebol encontrou o modelo para fazer o negócio andar. É a grana que parece sem fim dada ao futebol entre os homens que fará girar a bola para as mulheres que sonham em poder viver de jogar por profissão.

Na Europa, já é obrigatório. Se o time quiser disputar as principais competições europeias, precisa ter uma equipe correspondente entre as mulheres. Essa regra também vai passar a valer para o mercado sul-americano a partir do ano que vem.

É, bem ou mal, o mesmo modelo que fez o tênis dar um salto entre as mulheres nas duas últimas décadas. A partir do momento em que a força da ATP passou a ser usada para distribuir melhor a renda também para as mulheres da WTA, o saldo da balança melhorou um pouquinho.

Hoje, na lista dos atletas mais bem pagos do mundo, geralmente aparecem as tenistas entre os cem mais ricos. Muito por conta das altas premiações vindas dos quatro maiores torneios do circuito, que já há algum tempo adotam premiações indistintas para campeões dos dois gêneros.

O futebol parecia, até pouco tempo atrás, viver numa redoma. Os homens nunca poderiam competir com as mulheres. Mas como fazer se há um movimento de fora para dentro que faz com que seja mais do que normal ter apaixonadas por futebol?

A publicidade já mostra claramente essa realidade. A mulher é parte obrigatória das campanhas relacionadas ao futebol. E, agora, parece que chega a hora de as jogadoras serem inseridas dentro deste contexto. O que é ótimo!

Precisamos, cada vez mais, ter as mulheres inseridas na temática do futebol. Mas não apenas como torcedora, narradora, comentarista ou árbitra. O futebol jogado por elas consegue atrair multidões. E, assim, podemos facilmente construir um modelo de negócios sustentável para as jogadoras de futebol em todo o mundo.

Chegou a hora de as jogadoras poderem ter bons salários e não precisarem viver à sombra do sucesso dos homens. O futebol precisa se inspirar no tênis para ter mais um grande produto mundial. Talento das atletas e interesse do público não faltam.

Fonte: Maquina do Esporte

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