A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, manteve o ministro Luis Roberto Barroso como o relator do registro da candidatura do ex-presidente Lula

A expectativa entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral é que a questão em torno da candidatura de Lula seja julgada rapidamente

A decisão da ministra só foi anunciada à noite quando já haviam sido protocoladas sete impugnações contra a candidatura do ex-presidente.

Lula teve nesta quinta a sua primeira derrota após o registro da chapa. O ministro Sérgio Banhos negou pedido para que Lula participe de um debate na televisão nesta sexta-feira (17).

Segundo o ministro, como Lula está preso, o TSE não tem atribuição constitucional e legal para intervir, segundo ele, em ambiente carcerário. Diante disso, o PT vai entrar com um outro pedido para que o candidato a vice, Fernando Haddad, represente Lula no debate.

Ontem, depois de visita ao ex-presidente em Curitiba, Haddad explicou que a prioridade hoje é garantir a Lula o direito a que tem todo o candidato à Presidência da República. Haddad reclamou também do que ele chamou de perseguição a Lula com os recentes pedidos do Ministério Público de impugnação da chapa e para evitar que políticos do PT, entre eles a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, tenham acesso livre a Lula por serem advogados.

O Ministério Público quer também que comece a contar imediatamente o prazo para apresentação da defesa de Lula. O PT avalia que o correto seria que esse prazo começasse apenas no dia 22, quando for concluído o período de impugnações de candidaturas.

A expectativa entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral é que a questão em torno da candidatura de Lula seja julgada rapidamente. Nesta quinta, também deu entrada no tribunal um pedido de impugnação do candidato Jair Bolsonaro do PSL.

Fonte: Jovem Pan/ Luciana Verdolin